capítulo10.

Ainda me lembro dos dias em que o toque da janela de chat tocava e eras tu, eras tu que me vinhas tentar tirar a paciência ou de certo modo, fazer-me companhia. Parece que foi ontem.
Lembro-me das primeiras conversas como se as estivesse a escrever agora mesmo, foi tudo tão repentino, eu não sei explicar aquilo que tu és nem tão pouco explicar porque o és.
Sei explicar como aconteceu será que serve? Sabes? No inverno, quando saímos à rua, costuma estar aquela ventania horrível que me despenteia e que odeio...então, para que isso não aconteça, viro-me contra o vento mas o caos instala-se novamente. Tu és igual, entraste e viraste o (meu) Mundo todo do avesso e por incrível que pareça não tentei arranjar o cabelo nem odiei, simplesmente cedi à força da natureza, aceitei-o e nem questionei ou reclamei, como é habitual.
Fui cedendo e cedendo cada vez mais (...) sinto-me totalmente incorporada nesta força que te envolve, tenho que estar onde estás ou pelo menos, saber tudinho de ti, do género de siameses. Não consigo explicar a extrema necessidade que tenho de te ter comigo. Por outras palavras, mudaste-me completamente (ainda que o negues).
Nunca tive ou fiz planos para nós como outrora, tentei fazer com outras pessoas. Ai, mas agora, estou cheia de planos para amanhã, para a semana, para o próximo mês, para o próximo ano (...) já me começa a custar deixar-te ir embora, custa-me ter que desligar o telemóvel ,por outras palavras, custa-me tudo o que envolva deixar-te por segundinhos.
Parece bobo não é? Quem diria que um dia iria sentir isto por ti? Ou até mesmo estar contigo? Mas hoje, seria impossível acordar e ler a tua mensagem de boa noite, acordar a meio da noite e ligar-te só porque me apetece...seria impossível saíres da minha vida. Completamente impossível!
Amo-te desde aqui até plutão*

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