part of me*

São inúmeras as pessoas que passam pela nossa vida, no entanto, contamos pelas mãos as que permanecem, aquelas que deixam um bocadinho de si e levam um bocadinho de nós para que nunca seja tão profunda a sua falta e suavize a saudade.
Este ano, vou sentir isso na pele como nunca antes tinha sentido (que me recorde) pois toda a gente que foi, eu teria a certeza que, mensalmente, a iria ver e assim poderia matar a saudade, no entanto este ano as coisas mudaram e eu não estou ciente de que talvez a volte a ver tão cedo, por isso vou aproveitando os pequenos intervalos que me vão sobrando, ah... e não me posso esquecer de tirar uma fotografia para que me lembre dos privilégios que tive ao entrar para a equipa de voleibol.
No inicio, entrei com o objectivo de jogar e aperfeiçoar a minha táctica mas o tempo foi passando e fui-me integrando na equipa, é óbvio que umas marcam mais que outras como é o caso, ao principio fomos começando com brincadeiras e pequenas birras com uma "pitada" de sentimento.
Mas quanto mais o tempo passava, era impossível esconder o quanto gostava/gosto dela, de estar a beira dela, simplesmente ela não foi mais uma qualquer, com ela aprendi imensas coisas, demonstrou-me que merecia a minha confiança e que podia contar com ela para o que desse e viesse tanto que teve a oportunidade de o mostrar quando me magoei, desde então aprendia psicologia com ela nos intervalos e até mesmo, recebia os abraços de urso que por muito que me magoem, só demonstra o quanto ela gosta de mim.
Foi uma pessoa paciente, tenho de o admitir, conseguiu entrar na minha caixinha que apenas se abre para quem merece e espalhar a sua magia, fechou-a calmamente para que sentisse bem o seu toque.
No fim de tanta amizade, de tanto amor, de tanta coisa construída ao longo do ano, desde o inicio saberia que este ia ser o primeiro e ultimo ano com ela, daí ter de ser inesquecível, tinha de o viver ao máximo, desse por onde desse porque, embora eu não queira que ela vá embora ela tem de ir, a vida é assim, por um lado fico feliz visto que ela vai para a faculdade, está uma mulherzinha e merece entrar, depois de tanto esforço...por outro lado estou triste por ela ter de ir embora.
Contudo, podes ter a certeza que vás para onde vás, aconteça o que acontecer, a caixinha está fechada com milhões de fechaduras e o pedacinho de ti jamais irá desaparecer, no mínimo dos mínimos irá aumentar cada vez mais e disso não tenho medo nenhum, é das melhores sensações do mundo...ter alguém como tu a meu lado.
«Aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós, deixam um pouco de si...e levam um pouco de nós...»

(ps: o teu castigo vai ser dar noticias nem que vás para marte*)
Odeio despedidas, por isso um até já!

2 comentários:

  1. Anónimo7/6/11

    Já tenho uma cópia, para não cair no erro de não cumprir o meu castigo.
    Também não tenho jeito para despedidas, portanto fica aqui a promessa de que vou dar notícias, e quando estiver a trabalhar como cirurgiã plástica, faço-te uma mamoplastia de borla. ;)
    (L)

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  2. olá renata! obrigada tambem gostei muito do teu, beijinhos :)**

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